A estratégia, assim como o conhecimento, continua sendo a navegação em um oceano de incertezas entre arquipélagos de certezas. (...) Tudo o que inclui oportunidade inclui risco, e o pensamento deve reconhecer as oportunidades dos riscos como os riscos das oportunidades.
(Edgar Morin)
http://www.geocities.com/pluriversu/erro.html
quinta-feira, 2 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Curso Planejamento, Implementação e Gestão da Educação a Distância
Do Processo de Inscrição O processo de inscrição se dará com o preenchimento pelo candidato do Requerimento de Inscrição, exclusivamente pela internet, no período de 02 de Agosto de 2008 a 13 de Setembro de 2008, no endereço www.lante.uff.br e envio para a Coordenação do Curso, através de correio, via Sedex, com data limite de postagem no dia 16 de Setembro de 2008, de documentação comprobatória de qualificação para a vaga. Ao acessar o endereço www.lante.uff.br, o candidato deverá preencher o Requerimento de Inscrição, onde deverá indicar, obrigatoriamente, um dos pólos de apoio presencial do curso. Cada candidato poderá preencher apenas um Requerimento de Inscrição com restrição por CPF independente do Pólo de apoio presencial escolhido. Após o preenchimento do Requerimento de Inscrição, será gerado automaticamente um comprovante com seu respectivo número e a identificação do pólo de apoio presencial selecionado pelo candidato. O candidato deverá imprimir o comprovante do Requerimento de Inscrição para envio, via correio, à coordenação do Curso, juntamente com a documentação prevista no Edital. A taxa de inscrição deverá ser recolhida, somente em espécie, no valor de R$ 35,00 (trinta e cinco reais), em favor da Universidade Federal Fluminense - Curso de Especialização em Planejamento Implementação e Gestão da Educação a Distância, por meio da Guia de Recolhimento da União - GRU, em qualquer agência bancária, correspondentes bancários ou por meio de serviços disponíveis da internet. A importância acima recolhida relativa à taxa de inscrição não será devolvida em hipótese alguma. Para finalizar o processo de inscrição o candidato deverá encaminhar a documentação listada abaixo, via Sedex, em envelope lacrado e endereçado à Coordenação do Curso no seguinte endereço: Instituto de Matemática da UFFCurso Planejamento, Implementação e Gestão da Educação a DistânciaRua Mário dos Santos Braga, s/nº - Campus do Valonguinho - Centro - Niterói - CEP 24.020-140. Relação dos Documentos: - Cópia do comprovante de Requerimento de Inscrição;- Cópia da identidade (RG) ou outro documento oficial de identificação com foto;- Cópia do CPF;- Cópia do comprovante de residência;- Cópia autenticada do Diploma de Graduação ou da Certidão de Conclusão do Curso de Graduação;- Curriculo Vitae documentado;- Duas fotos 3 x 4 recentes;- Redação de próprio punho, de no mínimo 15 linhas e no máximo 30 linhas com o título: Minha Motivação para fazer o Curso;- Cópia de comprovante de vinculação à rede pública, como por exemplo, contracheque. Deverá ser apresentado documento que comprove o efetivo exercício.- Comprovante de seu enquadramento nos critérios de reserva estabelecidos para os candidatos que pretendem se inscrever na reserva de cinqüenta por cento das vagas dedicadas a Professores da Rede Pública em efetivo exercício e Coordenadores de Pólos, Docentes, Tutores, Técnicos Administrativos que atuam nos cursos da UAB além da documentação relacionada acima- Comprovante do recolhimento da GRU A confirmação da inscrição ficará condicionada ao recebimento, pela coordenação do curso, da documentação exigida, a qual deve ser postada até a data limite de 16 de Setembro de 2008, sob pena do cancelamento da inscrição. A inscrição implicará na aceitação das normas e condições estabelecidas no Edital, das quais o candidato não poderá alegar desconhecimento.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Avaliação do Curso

Ao entrar nesse curso fiquei muito apreensiva, pois ao ler o edital pensei que ele seria totalmente à distância, apenas com um encontro presencial para fornecer as informações a respeito do uso da plataforma. Achei fantástico termos um primeiro módulo presencial. Tenho certeza que os demais serão bem mais fáceis pelo entrosamento com o tutor Sérgio e o conhecimento que ele nos transmitiu. Ao chegarmos fomos muito bem recepcionados.O tutor é super competente e sempre traz informações extras para a turma. É atencioso, didático, claro, objetivo.Quanto a tutoria à distância, nesse primeiro momento não tive muitos contatos a não ser enviar as atividades, creio que com a chegada dos módulos virtuais nossa interação será bem maior. Obtive informações muito ruins a respeito do Linux, mas a dinâmica do professor fez com que eu percebe-se que o linux é um programa muito bom, embora as máquinas dessa unidade tenham se apresentado muito lentas, as vezes não abriam, foi um problema acompanhar o tutor com essas máquinas, se o número de cursistas tivesse sido maior certamente teriam desistido logo na primeira aula. A plataforma também se apresentou muito instável as quartas-feiras, foi muito difícil acessá-la. Aqui tive a oportunidade de conhecer o material proposto para o curso, sua qualidade é muito boa, clara e objetiva. Os tutoriais também são muito bons. Aprendi a lidar com o editor de texto, copiando, colando, recortando, fazendo a formatação do texto, da página. Usamos a tabulação, inserimos figuras, aprendemos as várias maneiras de se salvar os nosso documentos. Usei o PDF... Conheci o blog, fiz um para registrar as minhas atividades de aula, ele acabou se tornando bem pessoal, pois insiro nele vários dados, fotos. Amei fazer o blog, e a partir do meu blog criei um para minha escola registrar as atividades desenvolvidas. Conheci o docs google que também fantástico, a lista de discussão na qual me comunico com meus colegas de turma e os demais componentes de outros cursos e módulos. Também estpou me candidatando voluntariamente para ensinar os alunos de minha escola a usar o linux. Serei a tutora dos alunos na minha escola. Estou muito feliz em poder abrir o laboratório. O curso foi excelente!
segunda-feira, 28 de julho de 2008
A Tecnologia e a Educação por Eduardo Chaves
1. A TECNOLOGIA
Há muitas formas de compreender a tecnologia. Para alguns ela é fruto do conhecimento científico especializado. É, porém, preferível compreendê-la da forma mais ampla possível, como qualquer artefato, método ou técnica criado pelo homem para tornar seu trabalho mais leve, sua locomoção e sua comunicação mais fáceis, ou simplesmente sua vida mais satisfatória, agradável e divertida.
Neste sentido amplo, a tecnologia não é algo novo - na verdade, é quase tão velha quanto o próprio homem, visto como homem criador (homo creator).
Nem todas as tecnologias inventadas pelo homem são relevantes para a educação. Algumas apenas estendem sua força física, seus músculos. Outras apenas lhe permitem mover-se pelo espaço mais rapidamente e/ou com menor esforço. Nenhuma dessas tecnologias é altamente relevante para a educação. No entanto, as tecnologias que amplificam os poderes sensoriais do homem, sem dúvida, o são. O mesmo é verdade das tecnologias que estendem a sua capacidade de se comunicar com outras pessoas. Mas, acima de tudo, isto é
verdade das tecnologias, disponíveis hoje, que aumentam os seus poderes mentais: sua capacidade de adquirir, organizar, armazenar, analisar, relacionar, integrar, aplicar e transmitir informação.
As tecnologias que grandemente amplificam os poderes sensoriais do homem (como o telescópio, o microscópio, e todos os outros instrumentos que estendem e ampliam os órgãos dos sentidos humanos) são relativamente recentes e foram eles que, em grande medida, tornaram possível a ciência moderna, experimental.
As tecnologias que estendem a capacidade de comunicação do homem, contudo, existem há muitos séculos. As mais importantes, antes do século dezenove, são a fala tipicamente humana, conceitual (que foi sendo desenvolvida aos poucos, desde tempos imemoriais), a escrita alfabética (criada por volta do século VII AC), e a imprensa, especialmente o livro impresso (inventada por volta de 1450 AD). Os dois últimos séculos viram o aparecimento de várias novas tecnologias de comunicação: o correio moderno, o telégrafo, o telefone, a fotografia, o cinema, o rádio, a televisão e o vídeo. Mais recentemente, como veremos, o computador se tornou um meio de comunicação que engloba todas essas tecnologias de comunicação anteriores.
As tecnologias que aumentam os poderes mentais do homem, e que estão centradas no computador digital, foram desenvolvidas em grande parte depois de 1940 - mas só começaram a ter um grande impacto na sociedade a partir do final da década de 70, com a popularização dos microcomputadores e sua interligação em redes. O computador, além de ser uma tecnologia fundamental para o processamento das informações, vem, como vimos, gradativamente absorvendo as tecnologias de comunicação, à medida que estas se digitalizam.
2. A TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO
Várias expressões são normalmente empregadas para se referir ao uso da tecnologia, no sentido visto, na educação. A expressão mais neutra, "Tecnologia na Educação", parece preferível, visto que nos permite fazer referência à categoria geral que inclui o uso de toda e qualquer forma de tecnologia relevante à educação ("hard" ou "soft", incluindo a fala humana, a escrita, a imprensa,
currículos e programas, giz e quadro-negro, e, mais recentemente, a fotografia, o cinema, o rádio, a televisão, o vídeo e, naturalmente, computadores e a Internet).
Não há porque negar, entretanto, que, hoje em dia, quando a expressão "Tecnologia na Educação" é empregada, dificilmente se pensa em giz e quadro-negro ou mesmo de livros e revistas, muito menos em entidades abstratas como currículos e programas. Normalmente, quando se usa a expressão, a atenção se concentra no computador, que se tornou o ponto de convergência de todas as tecnologias mais recentes (e de algumas antigas). E especialmente depois do enorme sucesso comercial da Internet, computadores raramente são vistos como máquinas isoladas, sendo sempre imaginados em rede - a rede, na realidade, se tornando o computador.
Faz sentido lembrar aos educadores o fato de que a fala humana, a escrita, e, conseqüentemente, aulas, livros e revistas, para não mencionar currículos e programas, são tecnologia, e que, portanto, educadores vêm usando tecnologia na educação há muito tempo. É apenas a sua familiaridade com essas tecnologias que as torna transparentes (i.e., invisíveis) a eles.
"Tecnologia na Educação" é uma expressão preferível a "Tecnologia Educacional", pois esta sugere que há algo intrinsecamente educacional nas tecnologias envolvidas, o que não parece ser o caso. A expressão "Tecnologia na Educação" deixa aberta a possibilidade de que tecnologias que tenham sido inventadas para finalidades totalmente alheias à educação, como é o caso do computador, possam, eventualmente, ficar tão ligadas a ela que se torna difícil imaginar como a educação era possível sem elas. A fala humana (conceitual), a escrita, e, mais recentemente, o livro impresso, também foram inventados, provavelmente, com propósitos menos nobres do que a educação em vista. Hoje, porém, a educação é quase inconcebível sem essas tecnologias. Segundo tudo indica, em poucos anos o computador em rede estará, com toda certeza, na mesma categoria.
A. Educação a Distância, Aprendizagem a Distância e Ensino a Distância
Destas três expressões, a terceira é provavelmente a menos usada. Entretanto, é a mais correta, tecnicamente falando.
Educação e aprendizagem são processos que acontecem dentro do indivíduo - não há como a educação e a aprendizagem possam ocorrer remotamente ou a distância. Educação e aprendizagem ocorrem onde quer que esteja a pessoa - e esta é, num sentido básico e muito importante, o sujeito do processo de educação e aprendizagem, nunca o seu objeto. Assim, é difícil imaginar como Educação a Distância e Aprendizagem a Distância possam ser possíveis, a despeito da popularidade dessas expressões.
É perfeitamente possível, contudo, ensinar remotamente ou a distância. Isto acontece o tempo todo. São Paulo ensinou, a distância, os fiéis cristãos que estavam em Roma, Corinto, etc. - usando cartas manuscritas. Autores, distantes no espaço e no tempo, ensinam seus leitores através de livros e artigos impressos. É possível ensinar remotamente ou a distância através de filmes de cinema, da televisão e do vídeo. E hoje podemos ensinar quase qualquer coisa, a qualquer pessoa, em qualquer lugar, através da Internet.
Assim, a expressão "Ensino a Distância" será preferível sempre que houver necessidade de se referir ao ato de ensinar realizado remotamente ou a distância. Que a educação e a aprendizagem possam acontecer em decorrência do ensino é inegável, mas, como já argumentado, isto não nos deve levar a concluir que a educação e a aprendizagem que ocorrem em decorrência do ensino remoto ou a distância também estejam ocorrendo remotamente ou a distância.
B. A Aprendizagem Mediada pela Tecnologia
A despeito de sua popularidade, Ensino a Distância talvez não seja a melhor aplicação da tecnologia na educação hoje. Este lugar possivelmente deve ser reservado ao que pode ser chamado de Aprendizagem Mediada pela Tecnologia. Como mencionado, não há dúvida de que a educação e a aprendizagem podem ocorrer em decorrência do ensino. Mas também não há dúvida de que a educação pode ocorrer através da auto-aprendizagem, i.e., através daquela modalidade de aprendizagem que não está associada a um processo de ensino, mas que ocorre através da interação do ser humano com a natureza, com outras pessoas, e com o mundo cultural. Uma grande proporção da aprendizagem humana acontece desta forma, e, segundo alguns pesquisadores, a aprendizagem, quando ocorre dessa forma, é mais significativa - isto é, acontece mais facilmente, é retida por mais tempo e é transferida de maneira mais natural para outros domínios e contextos - do que a aprendizagem que ocorre em decorrência de processos formais e deliberados de ensino (i.e., através da instrução).
O que é particularmente fascinante nas novas tecnologias disponíveis hoje, em especial na Internet, e, dentro dela, na Web, não é que, com sua ajuda, seja possível ensinar remotamente ou a distância, mas, sim, que elas nos ajudam a criar ambientes ricos em possibilidades de aprendizagem nos quais as pessoas interessadas e motivadas podem aprender quase qualquer coisa sem, necessariamente, se envolver num processo formal e deliberado de ensino. A aprendizagem, neste caso, é mediada apenas pela tecnologia.
Não há dúvida de que atrás da tecnologia há outras pessoas, que preparam os materiais e os disponibilizam através da rede. Quando alguém usa os recursos hoje disponíveis na Internet para aprender de maneiras auto-motivadas e exploratórias, ele usa materiais de diferentes naturezas, preparados e disponibilizados em contextos os mais variados, não raro sem qualquer interesse pedagógico, e ele faz isso de maneira totalmente imprevisível, que, portanto, não pode ser planejada, e num ritmo que é totalmente pessoal e regulado apenas pelo desejo de aprender e pela capacidade de assimilar e digerir o que ele encontra pela frente.
Por causa disso não parece viável chamar essa experiência de Ensino a Distância, como se fosse a Internet que ensinasse, ou como se fossem as pessoas por detrás dos materiais que ensinassem.
O que está acontecendo em um contexto como o descrito é Aprendizagem Mediada pela Tecnologia, auto-aprendizagem, isto é, aprendizagem que não é decorrente do ensino.
4. MODALIDADES DE USO DA TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO
À vista do que se disse, é possível concluir que as categorias em que podem ser classificadas as principais maneiras de utilizar a tecnologia na educação são:
Em apoio ao Ensino Presencial
Em apoio ao Ensino a Distância
Em apoio à Auto-aprendizagem
5. TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO E A TRANSFERÊNCIA DE PODER PARA O APRENDENTE
Para que a tecnologia, quando usada na educação, possa ser um instrumento de transferência de poder ("empowerment") para o aprendente, que permita que ele, de posse das potentes ferramentas de aprendizagem que a tecnologia coloca à sua disposição, possa gradativamente se tornar autônomo em sua aprendizagem, é necessário que, junto com a introdução da tecnologia na educação, sejam repensadas as práticas educacionais da escola - de modo a se rever, especialmente, a função dos conteúdos curriculares e o papel do professor no desenvolvimento das competências e habilidades que farão do aprendente alguém capaz de aprender sempre à medida que constrói seus projetos de vida no plano pessoal e social.
Retirado de: http://www.escola2000.org.br/pesquise/texto/textos_art.aspx?id=4
Há muitas formas de compreender a tecnologia. Para alguns ela é fruto do conhecimento científico especializado. É, porém, preferível compreendê-la da forma mais ampla possível, como qualquer artefato, método ou técnica criado pelo homem para tornar seu trabalho mais leve, sua locomoção e sua comunicação mais fáceis, ou simplesmente sua vida mais satisfatória, agradável e divertida.
Neste sentido amplo, a tecnologia não é algo novo - na verdade, é quase tão velha quanto o próprio homem, visto como homem criador (homo creator).
Nem todas as tecnologias inventadas pelo homem são relevantes para a educação. Algumas apenas estendem sua força física, seus músculos. Outras apenas lhe permitem mover-se pelo espaço mais rapidamente e/ou com menor esforço. Nenhuma dessas tecnologias é altamente relevante para a educação. No entanto, as tecnologias que amplificam os poderes sensoriais do homem, sem dúvida, o são. O mesmo é verdade das tecnologias que estendem a sua capacidade de se comunicar com outras pessoas. Mas, acima de tudo, isto é
verdade das tecnologias, disponíveis hoje, que aumentam os seus poderes mentais: sua capacidade de adquirir, organizar, armazenar, analisar, relacionar, integrar, aplicar e transmitir informação.
As tecnologias que grandemente amplificam os poderes sensoriais do homem (como o telescópio, o microscópio, e todos os outros instrumentos que estendem e ampliam os órgãos dos sentidos humanos) são relativamente recentes e foram eles que, em grande medida, tornaram possível a ciência moderna, experimental.
As tecnologias que estendem a capacidade de comunicação do homem, contudo, existem há muitos séculos. As mais importantes, antes do século dezenove, são a fala tipicamente humana, conceitual (que foi sendo desenvolvida aos poucos, desde tempos imemoriais), a escrita alfabética (criada por volta do século VII AC), e a imprensa, especialmente o livro impresso (inventada por volta de 1450 AD). Os dois últimos séculos viram o aparecimento de várias novas tecnologias de comunicação: o correio moderno, o telégrafo, o telefone, a fotografia, o cinema, o rádio, a televisão e o vídeo. Mais recentemente, como veremos, o computador se tornou um meio de comunicação que engloba todas essas tecnologias de comunicação anteriores.
As tecnologias que aumentam os poderes mentais do homem, e que estão centradas no computador digital, foram desenvolvidas em grande parte depois de 1940 - mas só começaram a ter um grande impacto na sociedade a partir do final da década de 70, com a popularização dos microcomputadores e sua interligação em redes. O computador, além de ser uma tecnologia fundamental para o processamento das informações, vem, como vimos, gradativamente absorvendo as tecnologias de comunicação, à medida que estas se digitalizam.
2. A TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO
Várias expressões são normalmente empregadas para se referir ao uso da tecnologia, no sentido visto, na educação. A expressão mais neutra, "Tecnologia na Educação", parece preferível, visto que nos permite fazer referência à categoria geral que inclui o uso de toda e qualquer forma de tecnologia relevante à educação ("hard" ou "soft", incluindo a fala humana, a escrita, a imprensa,
currículos e programas, giz e quadro-negro, e, mais recentemente, a fotografia, o cinema, o rádio, a televisão, o vídeo e, naturalmente, computadores e a Internet).
Não há porque negar, entretanto, que, hoje em dia, quando a expressão "Tecnologia na Educação" é empregada, dificilmente se pensa em giz e quadro-negro ou mesmo de livros e revistas, muito menos em entidades abstratas como currículos e programas. Normalmente, quando se usa a expressão, a atenção se concentra no computador, que se tornou o ponto de convergência de todas as tecnologias mais recentes (e de algumas antigas). E especialmente depois do enorme sucesso comercial da Internet, computadores raramente são vistos como máquinas isoladas, sendo sempre imaginados em rede - a rede, na realidade, se tornando o computador.
Faz sentido lembrar aos educadores o fato de que a fala humana, a escrita, e, conseqüentemente, aulas, livros e revistas, para não mencionar currículos e programas, são tecnologia, e que, portanto, educadores vêm usando tecnologia na educação há muito tempo. É apenas a sua familiaridade com essas tecnologias que as torna transparentes (i.e., invisíveis) a eles.
"Tecnologia na Educação" é uma expressão preferível a "Tecnologia Educacional", pois esta sugere que há algo intrinsecamente educacional nas tecnologias envolvidas, o que não parece ser o caso. A expressão "Tecnologia na Educação" deixa aberta a possibilidade de que tecnologias que tenham sido inventadas para finalidades totalmente alheias à educação, como é o caso do computador, possam, eventualmente, ficar tão ligadas a ela que se torna difícil imaginar como a educação era possível sem elas. A fala humana (conceitual), a escrita, e, mais recentemente, o livro impresso, também foram inventados, provavelmente, com propósitos menos nobres do que a educação em vista. Hoje, porém, a educação é quase inconcebível sem essas tecnologias. Segundo tudo indica, em poucos anos o computador em rede estará, com toda certeza, na mesma categoria.
A. Educação a Distância, Aprendizagem a Distância e Ensino a Distância
Destas três expressões, a terceira é provavelmente a menos usada. Entretanto, é a mais correta, tecnicamente falando.
Educação e aprendizagem são processos que acontecem dentro do indivíduo - não há como a educação e a aprendizagem possam ocorrer remotamente ou a distância. Educação e aprendizagem ocorrem onde quer que esteja a pessoa - e esta é, num sentido básico e muito importante, o sujeito do processo de educação e aprendizagem, nunca o seu objeto. Assim, é difícil imaginar como Educação a Distância e Aprendizagem a Distância possam ser possíveis, a despeito da popularidade dessas expressões.
É perfeitamente possível, contudo, ensinar remotamente ou a distância. Isto acontece o tempo todo. São Paulo ensinou, a distância, os fiéis cristãos que estavam em Roma, Corinto, etc. - usando cartas manuscritas. Autores, distantes no espaço e no tempo, ensinam seus leitores através de livros e artigos impressos. É possível ensinar remotamente ou a distância através de filmes de cinema, da televisão e do vídeo. E hoje podemos ensinar quase qualquer coisa, a qualquer pessoa, em qualquer lugar, através da Internet.
Assim, a expressão "Ensino a Distância" será preferível sempre que houver necessidade de se referir ao ato de ensinar realizado remotamente ou a distância. Que a educação e a aprendizagem possam acontecer em decorrência do ensino é inegável, mas, como já argumentado, isto não nos deve levar a concluir que a educação e a aprendizagem que ocorrem em decorrência do ensino remoto ou a distância também estejam ocorrendo remotamente ou a distância.
B. A Aprendizagem Mediada pela Tecnologia
A despeito de sua popularidade, Ensino a Distância talvez não seja a melhor aplicação da tecnologia na educação hoje. Este lugar possivelmente deve ser reservado ao que pode ser chamado de Aprendizagem Mediada pela Tecnologia. Como mencionado, não há dúvida de que a educação e a aprendizagem podem ocorrer em decorrência do ensino. Mas também não há dúvida de que a educação pode ocorrer através da auto-aprendizagem, i.e., através daquela modalidade de aprendizagem que não está associada a um processo de ensino, mas que ocorre através da interação do ser humano com a natureza, com outras pessoas, e com o mundo cultural. Uma grande proporção da aprendizagem humana acontece desta forma, e, segundo alguns pesquisadores, a aprendizagem, quando ocorre dessa forma, é mais significativa - isto é, acontece mais facilmente, é retida por mais tempo e é transferida de maneira mais natural para outros domínios e contextos - do que a aprendizagem que ocorre em decorrência de processos formais e deliberados de ensino (i.e., através da instrução).
O que é particularmente fascinante nas novas tecnologias disponíveis hoje, em especial na Internet, e, dentro dela, na Web, não é que, com sua ajuda, seja possível ensinar remotamente ou a distância, mas, sim, que elas nos ajudam a criar ambientes ricos em possibilidades de aprendizagem nos quais as pessoas interessadas e motivadas podem aprender quase qualquer coisa sem, necessariamente, se envolver num processo formal e deliberado de ensino. A aprendizagem, neste caso, é mediada apenas pela tecnologia.
Não há dúvida de que atrás da tecnologia há outras pessoas, que preparam os materiais e os disponibilizam através da rede. Quando alguém usa os recursos hoje disponíveis na Internet para aprender de maneiras auto-motivadas e exploratórias, ele usa materiais de diferentes naturezas, preparados e disponibilizados em contextos os mais variados, não raro sem qualquer interesse pedagógico, e ele faz isso de maneira totalmente imprevisível, que, portanto, não pode ser planejada, e num ritmo que é totalmente pessoal e regulado apenas pelo desejo de aprender e pela capacidade de assimilar e digerir o que ele encontra pela frente.
Por causa disso não parece viável chamar essa experiência de Ensino a Distância, como se fosse a Internet que ensinasse, ou como se fossem as pessoas por detrás dos materiais que ensinassem.
O que está acontecendo em um contexto como o descrito é Aprendizagem Mediada pela Tecnologia, auto-aprendizagem, isto é, aprendizagem que não é decorrente do ensino.
4. MODALIDADES DE USO DA TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO
À vista do que se disse, é possível concluir que as categorias em que podem ser classificadas as principais maneiras de utilizar a tecnologia na educação são:
Em apoio ao Ensino Presencial
Em apoio ao Ensino a Distância
Em apoio à Auto-aprendizagem
5. TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO E A TRANSFERÊNCIA DE PODER PARA O APRENDENTE
Para que a tecnologia, quando usada na educação, possa ser um instrumento de transferência de poder ("empowerment") para o aprendente, que permita que ele, de posse das potentes ferramentas de aprendizagem que a tecnologia coloca à sua disposição, possa gradativamente se tornar autônomo em sua aprendizagem, é necessário que, junto com a introdução da tecnologia na educação, sejam repensadas as práticas educacionais da escola - de modo a se rever, especialmente, a função dos conteúdos curriculares e o papel do professor no desenvolvimento das competências e habilidades que farão do aprendente alguém capaz de aprender sempre à medida que constrói seus projetos de vida no plano pessoal e social.
Retirado de: http://www.escola2000.org.br/pesquise/texto/textos_art.aspx?id=4
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Textos de José Manuel Moran
Quem sou eu
- Professora Lenice Pereira
- Especialista em Planejamento, Implementação e Gestão em EaD, Especialista em Literatura Bíblica Hebraica pela UFRJ, Bacharel e Licenciada em Letras (Habilitação Português-Grego) pela UFRJ, Bacharelanda em Letras (Habilitação: Hebraico) pela UFRJ
Link do Ciep 333 Cacilda Becker
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- http://www.efetividade.net/2008/02/27/como-estar-preparado-para-sua-apresentacao-em-sala-de-aula/
- http://e-educador.com/index.php/educa-nos-blogs-mainmenu-132
- http://lousadigital.blogspot.com/
- http://jmzimmer.blog.uol.com.br/
- http://br.buscaeducacao.yahoo.com/mt/archives/2005/07/
- http://ed.ueg.zip.net/
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